Fundo de Descarbonização do Espírito Santo ganha destaque em fórum internacional pré-COP30, no Rio de Janeiro
No encontro promovido pela ONU, o Bandes apresentou o modelo capixaba de financiamento climático como exemplo de ação concreta rumo à transição energética
05/11/2025 17:30
Com vistas para a COP30, em Belém (PA), os fóruns complementares seguem ampliando o debate sobre as pautas climáticas e o papel dos entes locais na transição verde. Inserido nesse contexto, o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) apresentou, nesta quarta- feira (05), no Rio de Janeiro, o Fundo de Descarbonização do Espírito Santo durante o evento “Da ação local ao impacto global: ações de financiamento climático em níveis subnacionais”. O encontro reuniu autoridades, lideranças do setor de inovação e representantes de instituições financeiras subnacionais de diversos países.
Realizado em paralelo ao “1º Fórum de Inovação Global”, promovido pelo Centro Global de Inovação Climática da ONU (United Nations Climate Change Global Innovation Hub), o evento focou em conectar o ecossistema de inovação às pautas de mudanças climáticas. Além de buscar discutir os desafios relacionados à crise do clima nos âmbitos locais, incluindo as barreiras para concretizar financiamentos. A ideia era trabalhar temas prioritários como energia, mobilidade, resiliência, biodiversidade e sustentabilidade, alinhados ao Acordo de Paris e aos objetivos da COP30.
No painel intitulado “Movimentando o dinheiro”, a conversa girou em torno dos mecanismos e políticas de mudança e colaboração para assegurar investimentos tangíveis e decisivos em projetos para frear as alterações climáticas a curto (até a COP 31) e médio prazo (até 2030); como governos podem criar ecossistemas que permitam um fluxo para os recebimentos de futuros financiamentos climáticos; oportunidades de inovação; etc. Na ocasião, o diretor-presidente do Bandes, Marcelo Barbosa Saintive, detalhou a estrutura e os objetivos do Fundo que visa contribuir para a redução da pegada de carbono no Estado.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no cenário global, muitas instituições de desenvolvimento regionais têm mostrado mais ambição e proatividade em planejar suas transições para uma economia de baixo carbono do que as nacionais. No Brasil, apesar das resoluções voltadas à geração de créditos de carbono, ou seja, que permitem compensar emissões por meio da compra de créditos de instituições que reduziram ou removeram mais gases do que o previsto, o país ainda carece de uma política estruturada para o financiamento verde.
O Espírito Santo, por outro lado, deu um passo importante no início deste ano ao anunciar um investimento de R$ 500 milhões no Fundo de Descarbonização. A iniciativa, supervisionada pelo Bandes, contará com recursos do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses) - criado em 2019 a partir de combustíveis fósseis -, para garantir a aplicação responsável e sustentável das receitas geradas pela exploração de petróleo e gás natural.
Saintive acrescenta que Estado reúne todas as condições para se tornar referência nacional em inovação e tecnologias limpas — com destaque para o hidrogênio de baixa emissão, a energia solar e eólica, o biogás e as soluções de captura e armazenamento de carbono. Mas transformar esse potencial em resultados concretos exige mais do que estudos técnicos: demanda financiamento estruturado, articulação institucional e visão de longo prazo. É nesse ponto que o Bandes atua.
De forma pioneira no país, o Fundo vai apoiar projetos voltados à eficiência energética, geração de energia solar, produção e uso de biometano, entre outras ações que auxiliem na redução da emissão de gás carbônico. O diferencial é, além do apoio à transição energética propriamente dita, a transformação das receitas do petróleo e do gás em investimento sustentável.
Além do diretor-presidente do Bandes, o evento também contou com a presença do diretor da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change - UNFCCC, em inglês), James Grabert; o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, Bernardo Chim Rossi; a diretora-executiva de Governança e Política da ONG britânica Climate Group, Champa Patel; o vice-presidente de Soluções de Investimento do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (Asian Infrastructure Investment Bank, em inglês), Ajay Bhushan Pandey; e entre outros.
Realizado em paralelo ao “1º Fórum de Inovação Global”, promovido pelo Centro Global de Inovação Climática da ONU (United Nations Climate Change Global Innovation Hub), o evento focou em conectar o ecossistema de inovação às pautas de mudanças climáticas. Além de buscar discutir os desafios relacionados à crise do clima nos âmbitos locais, incluindo as barreiras para concretizar financiamentos. A ideia era trabalhar temas prioritários como energia, mobilidade, resiliência, biodiversidade e sustentabilidade, alinhados ao Acordo de Paris e aos objetivos da COP30.
No painel intitulado “Movimentando o dinheiro”, a conversa girou em torno dos mecanismos e políticas de mudança e colaboração para assegurar investimentos tangíveis e decisivos em projetos para frear as alterações climáticas a curto (até a COP 31) e médio prazo (até 2030); como governos podem criar ecossistemas que permitam um fluxo para os recebimentos de futuros financiamentos climáticos; oportunidades de inovação; etc. Na ocasião, o diretor-presidente do Bandes, Marcelo Barbosa Saintive, detalhou a estrutura e os objetivos do Fundo que visa contribuir para a redução da pegada de carbono no Estado.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no cenário global, muitas instituições de desenvolvimento regionais têm mostrado mais ambição e proatividade em planejar suas transições para uma economia de baixo carbono do que as nacionais. No Brasil, apesar das resoluções voltadas à geração de créditos de carbono, ou seja, que permitem compensar emissões por meio da compra de créditos de instituições que reduziram ou removeram mais gases do que o previsto, o país ainda carece de uma política estruturada para o financiamento verde.
O Espírito Santo, por outro lado, deu um passo importante no início deste ano ao anunciar um investimento de R$ 500 milhões no Fundo de Descarbonização. A iniciativa, supervisionada pelo Bandes, contará com recursos do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses) - criado em 2019 a partir de combustíveis fósseis -, para garantir a aplicação responsável e sustentável das receitas geradas pela exploração de petróleo e gás natural.
“O Espírito Santo dá um passo firme rumo a um novo modelo de desenvolvimento, que une competitividade, inovação e responsabilidade ambiental. O Fundo de Descarbonização traduz essa visão: utilizar recursos do petróleo e do gás para financiar uma economia de baixo carbono, gerando investimentos sustentáveis e de impacto real. Estamos conectando o presente às demandas do futuro e mostrando que é possível crescer com equilíbrio, propósito e compromisso com as próximas gerações. Esse movimento coloca o Estado na vanguarda nacional e o Bandes como referência na integração entre finanças, inovação e responsabilidade climática”, destacou o diretor-presidente do Bandes, Marcelo Barbosa Saintive.
“Como banco de desenvolvimento, o Bandes tem o papel de reduzir riscos e viabilizar investimentos sustentáveis, oferecendo instrumentos financeiros adequados e estimulando a inovação verde. Ao financiar soluções tecnológicas e apoiar a estruturação de fundos voltados à descarbonização, o banco contribui para diversificar a economia capixaba, tornando-a mais competitiva e menos dependente de combustíveis fósseis. A transição energética é também um movimento social, que gera empregos qualificados, fomenta conhecimento e leva desenvolvimento ao interior. Nosso papel, como banco de fomento, é transformar potencial em resultado — conectando parceiros, canalizando recursos e impulsionando o Espírito Santo rumo a uma nova economia de baixo carbono.”
Além do diretor-presidente do Bandes, o evento também contou com a presença do diretor da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change - UNFCCC, em inglês), James Grabert; o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, Bernardo Chim Rossi; a diretora-executiva de Governança e Política da ONG britânica Climate Group, Champa Patel; o vice-presidente de Soluções de Investimento do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (Asian Infrastructure Investment Bank, em inglês), Ajay Bhushan Pandey; e entre outros.
Saiba mais:
www.bandes.com.br/descarbonizacao
Texto: Mavi Sant’Anna
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