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Artigo - Cidades Inteligentes: desafios para melhoria da qualidade de vida

As parcerias com o setor privado tenham o potencial de criar oportunidades e incentivos para novos negócios locais
08/10/2021 08:30
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searchIvone Pontes é Mestre em Economia. Colaboradora do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), atua em modelagens e estruturação de concessões e parcerias público-privadas no banco capixaba

Ivone Pontes*

O planejamento urbano e o investimento na Inovação se tornaram, atualmente, condições para o desenvolvimento dos ambientes urbanos. Nesse sentido, a busca por cidades cada vez mais inteligentes visa, de forma abrangente, otimizar o uso dos recursos públicos, de forma planejada, ao mesmo tempo em que propicia a melhoria da qualidade dos serviços ofertados aos cidadãos.

O conceito de Cidades Inteligentes, ou Smart Cities, ainda não é um consenso, embora a maior parte das definições verse sobre o uso de tecnologias da informação e de comunicação e suas conexões com a qualidade de vida das pessoas, proporcionando uma experiência diferente de vida no meio urbano de forma sustentável.

O ranking das cidades mais inteligentes do mundo, elaborado por especialistas do Centro de Globalização e Estratégia da Universidade de Navarra (Espanha), o IESE Cities in Motion Index 2020, considera nove dimensões para a classificação de cidades verdadeiramente inteligentes e sustentáveis: economia, meio ambiente, governança, capital humano, projeção internacional, mobilidade e transporte, coesão social, tecnologia e planejamento urbano.

Ou seja, para uma cidade ser considerada inteligente não basta somente o seu alto nível de desenvolvimento tecnológico, é preciso ir além. Essa “inteligência” se revela por meio de redes de transporte urbano integrados, sistemas adequados de abastecimento de água e esgoto, tratamento de resíduos sólidos mais eficientes, iluminação pública ecologicamente correta e geração de energia limpa. Significa ainda uma administração municipal mais interativa e ágil, com espaços públicos mais seguros e oferta adequada de serviços que atendam às necessidades da população.

O investimento em projetos municipais de eficientização da iluminação pública e da infraestrutura de telecomunicações, com a disponibilização de wi-fi público e videmonitoramento e até a geração de energia renovável, pode ser o início da estruturação de uma cidade moderna, mais inteligente e sustentável. Nesse cenário, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) são um instrumento jurídico cada vez mais adotado pelos municípios para viabilizar esse tipo de empreendimento, na medida em que propiciam aos gestores municipais a possibilidade de investimentos para fazer frente às demandas sociais, mesmo em momento de instabilidade econômica e de capacidade orçamentária reduzida do ente público.

É conhecido, ainda, que as parcerias com o setor privado tenham o potencial de criar oportunidades e incentivos para novos negócios locais, fomentando a economia e gerando empregos, renda e receita fiscal para o município.

*Mestre em Economia. Colaboradora do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), atua em modelagens e estruturação de concessões e parcerias público-privadas no banco capixaba.