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O desenvolvimento do Espírito Santo

O autor Sávio Bertochi Caçador é Mestre em Economia e diretor de Administração e Finanças do Bandes
12/08/2021 10:30
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searchSávio Caçador é colaborador do Bandes e está à frente da Diretoria de Administração e Finanças

Sávio Bertochi Caçador*

A história do desenvolvimento do Espírito Santo nos últimos 50 anos se confunde com a atuação do Bandes. Em 1967, quando foi criado, a economia capixaba vivia uma situação crítica: a cafeicultura era a principal atividade econômica e, em função da política federal de erradicação dos cafezais, o Estado passou por grave crise econômica e social. A alternativa era diversificar a economia em direção à industrialização, o que foi executado, num primeiro momento, pelo Bandes, com recursos do Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (FUNRES). Além disso, a partir de 1970 o banco passou a gerir recursos do FUNDAP, que teve papel fundamental em ampliar e diversificar a movimentação nos portos de Vitória e Capuaba, em Vila Velha.

O grande salto ocorreu entre os anos 70 e 80, com os “grandes projetos”, a ampliação das plantas industriais produtoras de commodities para o mercado externo. Nesse contexto, o Bandes teve papel relevante ao financiar micro, pequenas e médias empresas, sobretudo as que surgiram como fornecedoras dessas plantas industriais.

Hoje, o banco capixaba se reinventa para acompanhar a renovação pela qual têm passado as instituições financeiras de desenvolvimento no mundo e no Brasil; as demandas da sociedade e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, visando a contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo.

O que mudou é que atualmente a sociedade está exigindo maior transparência, efetividade e comprometimento com os resultados socioambientais. Nesse sentido, o Bandes vem aprimorando as formas de mensurar e avaliar o impacto de suas ações na sociedade; o alinhamento de sua estratégia e de entregas para a sociedade com os ODS e critérios ambientais, sociais e de governança corporativa, aspectos que lhe permitirão, inclusive, captar recursos no mercado para tais objetivos e critérios.

Quanto às demandas da sociedade capixaba, o Bandes está revisando sua estratégia. Em termos práticos, estamos falando de financiamento e de estruturação de parcerias público-privadas (PPPs) para os municípios, com foco em Infraestrutura, Saúde e Educação; estruturação de uma esteira de crédito digital para micro e pequenas empresas, crédito para investimento de empresas de médio porte que promovam desenvolvimento regional mais equilibrado e que ampliam a competitividade da economia capixaba, aporte de recursos – principalmente do Fundo Soberano – em Fundos de Investimento e Participação (FIPs) que têm investido em startups.

Por todas as razões apresentadas, o Bandes deve ser motivo de orgulho para a sociedade capixaba devido a sua contribuição para o desenvolvimento sustentável até os dias de hoje. Mesmo assim, a instituição está se estruturando para transformar iniciativas em realidade para fazer a diferença e para continuar sendo o banco do desenvolvimento estadual nas próximas décadas.

*Mestre em Economia, é diretor de Administração e Finanças do Bandes.