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Gestão de Riscos

Risco de Liquidez

POLÍTICA DE GERENCIAMENTO DO RISCO DE LIQUIDEZ

O risco de liquidez no Bandes é definido, em conformidade com a Resolução CMN nº 4.557 do Bacen, como sendo:

I. a possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, inclusive as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas; e
II. a possibilidade de a instituição não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido ao seu tamanho elevado em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado.

Nesse sentido, liquidez pode ser entendida como a capacidade de uma instituição de honrar os seus compromissos financeiros no vencimento, incorrendo em pouca ou nenhuma perda. O risco de liquidez se manifesta, portanto, mediante a possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar seus compromissos no vencimento, ou somente fazê-lo com elevadas perdas. Este risco pode ser classificado em risco de liquidez de fluxo de caixa e risco de liquidez de mercado.

O risco de liquidez de fluxo de caixa está relacionado com a possibilidade de ocorrência de descasamentos entre os pagamentos e os recebimentos que afetem a capacidade de pagamento da instituição. O risco de liquidez de mercado pode ser ocasionado tanto pela perda na liquidação de uma posição de participação relativamente significativa no mercado, como pela perda relacionada a uma estratégia de liquidação acordada ou, ainda, de perdas relacionadas à redução do valor dos ativos que componham a liquidez da instituição.

A gestão do risco de liquidez consiste, portanto, no conjunto de processos que visam garantir a capacidade de pagamento da instituição, considerando o planejamento financeiro, os limites de risco e a otimização na utilização dos recursos disponíveis. Assim, a política de liquidez do BANDES objetiva garantir a manutenção de um nível adequado de recursos com liquidez imediata, que permita gerenciar as exposições ao risco de liquidez e reduzir a probabilidade de ocorrência de perdas relacionadas a esse risco.

A estrutura de gestão do risco de liquidez do BANDES é composta pelo Conselho de Administração – CONAD, pela Diretoria Executiva - DIREX, Gerência de Riscos - GERIS, Gerência Financeira - GEFIN, Comitê de Gestão de Tesouraria - COGET, Comitê de Controles Internos e Riscos - COCIR e Auditoria Interna – AUDIT.

Os componentes da estrutura de gerenciamento do risco de liquidez devem estar aptos a identificar, avaliar, monitorar e controlar o risco de liquidez da instituição. O gerenciamento do risco de liquidez deve considerar todas as operações praticadas nos mercados financeiros e de capitais, assim como possíveis exposições contingentes ou inesperadas, tais como as advindas de serviços de liquidação, prestação de avais e garantias, e linhas de crédito contratadas e não utilizadas.

Os instrumentos de gestão do risco de liquidez do BANDES incluem projeções de cenários de liquidez com a realização periódica de testes de estresse de liquidez, estabelecimento de reserva mínima de liquidez e plano de contingência de liquidez.

PAPÉIS E RESPONSABILIDADES

Da Gerência de Riscos 

  • Estabelecer procedimentos e parâmetros para gerenciar o risco de liquidez, a fim de assegurar que o nível de liquidez da instituição seja mantido, em qualquer tempo, acima da reserva mínima de liquidez estabelecida;

  • Preparar planos de contingência de liquidez;

  • Verificar regularmente a posição de liquidez da instituição e monitorar eventos e fatores internos e externos que possam exercer alguma influência no nível de liquidez do BANDES;

  • Verificar periodicamente as estratégias, políticas e procedimentos de gestão do risco de liquidez;

  • Manter a diretoria regularmente informada sobre a posição de liquidez da instituição, emitindo relatórios;

  • Monitorar o limite de liquidez do BANDES;

  • Avaliar e propor à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração, com periodicidade mínima anual, a revisão das políticas e da estrutura de gerenciamento do risco de liquidez, bem como do Plano de Contingência de liquidez;

  • Do Comitê de Controles Internos e Riscos

  • Acompanhar e avaliar a implementação das metodologias, modelos e ferramentas de gerenciamento do risco de liquidez, sugerindo aperfeiçoamentos sempre que necessário;

  • Apreciar e deliberar sobre os relatórios emitidos pela GERIS sobre o risco de liquidez da instituição;

  • Recomendar à Diretoria Executiva - DIREX as ações necessárias para o efetivo gerenciamento do risco de liquidez.

  • Da Diretoria Executiva 

  • Estabelecer o limite de risco de liquidez do Bandes;

  • Aprovar limites relacionados à gestão de liquidez;

  • Aprovar e revisar, no mínimo anualmente, as políticas e as estratégias para o gerenciamento do risco de liquidez, bem como o Plano de
  • Contingência de Liquidez, submetendo ao Conselho de Administração;

  • Garantir os recursos físicos, financeiros e humanos necessários à efetiva gestão do risco de liquidez.

  • Da Gerência Financeira 

  • Elaborar e manter as informações atualizadas em relação ao fluxo de caixa do BANDES, analisando as possibilidades e alternativas de aplicação de recursos financeiros disponíveis, acompanhando sua execução;

  • Do Comitê de Gestão de Tesouraria

  • Assessorar a Diretoria no processo de concepção, formulação e elaboração da Política de Gerenciamento do Risco de Liquidez do Bandes;
  • Recomendar à Diretoria a adoção de medidas para o aprimoramento dos processos e das atividades de administração dos recursos disponíveis do banco;

  • Recomendar à GEFIN as diretrizes para as aplicações financeiras, tais como: os tipos admissíveis de investimentos; a composição apropriada da carteira; a distribuição dos vencimentos; entre outros;

  • Discutir as perspectivas da economia, das taxas de juros, das taxas de câmbio etc., que servirão de suporte aos testes de estresse de liquidez da instituição.

  • Da Auditoria Interna 

  • Realizar, periodicamente, testes de avaliação dos sistemas de gerenciamento do risco de liquidez implementados, emitindo parecer.

  • Do Conselho de Administração

  • Aprovar e revisar, no mínimo anualmente, as políticas e as estratégias para o gerenciamento do risco de liquidez, bem como o Plano de Contingência de Liquidez;

  • Garantir os recursos físicos, financeiros e humanos necessários à efetiva gestão do risco de liquidez;

  • Deliberar acerca dos relatórios de avaliação da qualidade e adequação dos sistemas, modelos e procedimentos internos utilizados no gerenciamento do risco de liquidez.